Tecnologias feministas pra hackear o patriarcado

[texto germinando.colaborações serão bem vindas]

Nesses dias em que teoricamente vivemos numa sociedade de direitos iguais, onde todas as políticas públicas para as mulheres parecem estar desenhadas e firmadas em tratados internacionais, onde as leis defendem,  as secretarias representam, é difícil falar em micropolítica. O Estado de direitos nos dá a sensação de que, se as metas forem cumpridas, o que levaria algumas décadas, e se as mulheres alcançarem a metade no legislativo, o que simplesmente as insere no sistema desfuncional atual, tudo estará bem e teremos alcançado a sonhada liberdade e autonomia, a terra prometida das mulheres. Esse discurso quase que nega o presente, as que querem atuar e viver em liberdade no agora, que querem construir um caminho pro futuro desde a prática cotidiana. Assim, nasce a vontade de falar de tecnologias feministas para rackear o patriarcado, das soluções improvisadas, das gambiarras do gozo, das engenhocas de enfrentamento. Técnicas que a cada minuto desinstalam dispositivos de controle sobre corpos e idéias.

Aplicar tecnologias ancestrais num contexto de desenvolvimento da computação, da indústria e da contaminação residual, soa como fora de moda e que bom ! por que se moda fosse coisa bacana não teria que mudar a cada seis meses. As tecnologias possíveis podem Falo de tecnologia e intuição aplicadas num contexto de desenvolvimento da computação, mas, rackear esses termos passa por decodificá-los  trata de mesclas experiências vividas e sensibilidade pra contextualizar no presente, além de um tanto de perspicácia na projeção do que pode vir a ser. Uma intuição apurada é um ítem de alta tecnologia a ser aplicado no cotidiano contra micro e megamachismos.

“técnica, arte, ofício” e λογια — “estudo conjunto de saberes

Se bem trata-se de homens que sabem conviver com mulheres, esses sim são muito bem vindo.

Desde onde falarmos, atuamos e definimos nossa posição no mundo, o que configura o momento presente, que é do tamanho da circunferência que criamos ao girar com os braços abertos.Se nos movemos alcançamos mais, sempre, como rio que corre, o contrário da água parada.Não existe um lugar de onde possamos falar de gênero com mais propriedade que desde nosso corpo.Um hackeio simples foi feito por uma mulher, uns 40 anos, morena em uma rua qualquer da América LAtina, sentada ela dispunha de uma tela/cartaz, onde, escreveu num espanhol de letras claras ‘” O Coletivo de Putas Adverte: policiais, banqueiros e políticos não são nossos filhos, assim de simples desconfigurou a órbita da normalidade em que chamar quem não presta de filho da puta  co

A linguagem transcende o corpo, constrói idéias, é matéria que usamos pra desenhar a vida, na fala, na escrita,  Puristas dirão que se envergonham das intervenções promovidas pelxs feministas na língua portuguea, usar o x ou o @ pra descaracterizar o gênero, dizer elas e eles, colocar um a no final de palavras que tem a pretensão de englobar os dois gêneros.

da luta anti-imperialista, ecofeminista, feminista de raíz na radicalidade ao sistema político pensando que um feminismo deslocado dos mega-machismos, mega-projetos, mega-mineradoras, e aqui fica a possibilidade do boicote, ao sistema, aos seus produtos

Saber dizer não!

Na língua inglesa, a palavra deriva do verbo to hack, que significa “cortar grosseiramente”, por exemplo com um machado ou facão. Usado como substantivo, hack significa “gambiarra” — uma solução improvisada, mais ou menos original ou engenhosa.

<Técnicas comunitárias>  da sororidade, do encontro ancestral e da terapia coletiva e circular>

Faz já uns 20 anos umas mulheres no Recife que viviam na mesma rua ao escutar uma situação violência contra as mulheres da vizinhança começavam a bater panela, a cantar e dizer onde era em grupo ressoando a história, hoje as minhas estão postando nos seus muros as fotos dos agressores das vizinhas, a diferença hoje é que somos vizinhas através da rede de milhares de mulheres em todo o mundo.E, um escracho antes considerado fofoca agora toma proporções significativas.A tecnologia do escracho pode ser considerada ação preventiva, dificilmente aquele carinha ou outro daquela rede se atreverão a cometer novamente os crimes de acosso, estupro e violência física por conta de ser mulher. Testado e aprovado  o método de “obrigada”, “acha mesmo?” ou um simples “que?”já desmontam os machos prontos a coagir, há quem diga inclusive que melhor que tirar o direito dos homens de expressar seu tesão seria dar às mulheres o mesmo direito.Isso poderia neutralizar essa configuração vítima/agressor quando estamos num mesmo nível de possibilidades.

Dizer sim quando queiramos!

Burlando o sistema

E por últmo gostaria de falar do meu desejo de ver sumvertida própria noção de gênero feminino, num mundo mais livre sem tantas amarras biopolíticas, onde, pra isso cito o caso de uma amiga, Lady Zunga, que nasceu com corpo de homem, e decidiu em um momento transgredir, não tornando~se mulher, mas, mudou seu nome de batismo para ABCDEFG HIJKLMN OPQRSTUVXZ deixando o sistema colombiano de tabelionato tonto e sem rumo.agora por sua foto não é possível definí la, tão pouco por seu nome, qual seria o próximo passo? fazer revistas intimas a cada pessoa que decida entrar em um banheiro para mulheres?

Através da arte –

Mujeres Creando ,  Coletivo Femenina, Música Las histéricas de liliana felipe é claramente um vírus intalado no imaginário machista que no sclassifica histéricas e invejosas do membro alheio, aqueles que sentem falta de algo que as torna desequilibradas! porno porsi

A micropolítica

leis, política públicas, tratados, e tantas outras feramentas do sistema tem seu efeito rarefeito no tempo, dissipado na realidade cotidiana, enquanto que, uma ação de enfrentamento no olhar, um não, um sim, um tchau tem incidência direta sobre nós, mulheres.

a magia contemporânea, todas as magas de guerrilha anti-patriarcal que fazem da vida o exemplo e a síntese deste enfrentamento.

da micropolítica que pode reprogramar a noção de gênero,

“quarto da puta, favor bater”

O coletivo de putas adverte, políticos, policiais e banqueiros não são nossos filhos.

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com base na idía de cultura livre por uma cultur

a proliferação de imagens, textos, idéia contra cultura.Mais que isso uma postura desmitificada da mulher vitimizada, frágil e ainda culpada pelas interpéries!

AUTO-cuidado / AUTO-defesa >>>> escracho-preventivo

Um tanto de visão periférica, conhecimento do seu campo de atuação e cara de louca na madrugada pra garantir a segurança.

Muita gente não sabe, mas a personagem da Beatrix Kiddo do Kill Bill é inspirada numa mulher real. Um mulherão, na verdade. Tura Satana aos dez anos foi estuprada por cinco homens, que não foram condenados pela justiça. Ela então passou a aprender e treinar artes marciais para durante anos rastrear e se vingar dos seus agressores.. Sendo uma mulher imigrante nos subúrbios de Chicago e após essa experiência traumatizante, Tura organizou uma gangue de auto-defesa feminina que se chamava”The Angeles”. A gangue era composta por garotas imigrantes de várias origens, como polonesas, italianas etc. Com botas e jaquetas de couro, “The Angeles” podia responder ao machismo nosso de cada dia com uma bela de uma surra. Foi atriz e dançarina, além de claro, mito eterno e grande exemplo. Recentemente fez 4 anos de sua morte. Rest in Power, Tura. [Foto: Cena do clássico cult “Faster, Pussycat! Kill! Kill!”, com Tura Satana, de 1965.]

A rede, o cyberspaço e os aplicativos

woman on the waves

o escracho público como ferramenta preventiva e dos tempos da fofoca/notícia pessoal na virtualidade, do preceito básico do que é político é pessoal do que é pessoal é político,

Faz já uns 20 anos umas mulheres no Recife qe viviam na mesma rua ao escutar uma situação violência contra as mulheres da vizinhança começavam a bater panela, a cantar e dizer onde era em grupo ressoando a história, hoje as minhas estão postando nos seus muros as fotos dos agressores das vizinhas, a diferença hoje é que somos vizinhas através da rede de milhares de mulheres em todo o mundo.E, um escracho antes considerado fofoca agora toma proporções significativas.A tecnologia do escracho pode ser considerada ação preventiva, dificilmente aquele carinha ou outro daquela rede se atreverão a cometer novamente os crimes de acosso, estupro e violência física por conta de ser mulher. Testado e aprovado  o método de “obrigada”, “acha mesmo?” ou um simples “que?”já desmontam os machos prontos a coagir, há quem diga inclusive que melhor que tirar o direito dos homens de expressar seu tesão seria dar às mulheres o mesmo direito.Isso poderia neutralizar essa configuração vítima/agressor quando estamos num mesmo nível de possibilidades.

Apptivistas

Embora os smart fones tenha um claro rasgo sócio-econômico se tornam cada dia mais usuais em todos lados os usuários de Android tem mis de 1.3 millhões de Apps para escolher, e os de Apple igualmente tem uma infinidade de opções cerca de 1.2 millhões.Ainda que muitas delas propaguem estereótipos machistas, sexistas, xenófobos ou homofóbicos, já existem alguns apps gratuitos que promovem valores feministas e o respeito às mulheres.

Gender Time  é um aplicativo que permite calcular facilmente o número de homens e mulheres que participam em uma reunião, trabalho, gravação, evento e o quanto interveio cada sexo, e a incidência de cada grupo.As que participam em organizações populares, partidos políticos, sindicatos e associações ou qualquer tipo de grupo participativo, por muito fmeministas ou de esquerda que sejam, haverão vivido a experiência de quando algum macho alfa toma a palavra e não volta a soltar. Quando você tem os resultados pode compartilhar publicamente e dar pistas de como está indo isso da igualdade em associações, agrupações poíticas  etc.

NOT BUYING IT

É sabido que o bombardeio midiático constrói a desigualdade

Espero que a estas alturas todas sepaís ya lo que es la cosificación sexual de la mujer y conozcáis al dedillo todas las preguntas que hay que formularse para detectarla en la publicidad. Las más aplicadas también habréis visto el documental Miss Escaparate, que es un material imprescindible para identificar cómo se construye la desigualdad desde el bombardeo medíatico que recibimos día a día en los medios.

Pues bien, The Representation Project ha creado una App que te permite denunciar el sexismo en la publicidad y promever los medios de comunicación que promueven una visión positiva de la mujer.

Esta App es de fácil manejo – simplemente tienes que elegir uno de los dos hastags #NotBuyingIt (no lo compro) o #MediaWeLike (medios que nos gustan), y navegar por todo el contenido enviado por otros usuarios o etiquetas contenidos tu misma. A partir de ahí, puedes enlazar tu post con Twitter y ver otros posts que se hicieron en las inmediaciones de dónde te encuentres.

mapa

¿Para qué sirve esto? Pues para avisar a otros compradores donde no comprar y que negocios apoyar. ¿Quiéres ver que victorias se han conseguido a través de esta plataforma? También puedes. Una de las funcionalidades de esta App te permite recordar todos estos éxitos. Por ejemplo, ¿os acordáis del lamentable anuncio de Veet donde decían a las mujeres que si no se depilaban corrian el riesgo de convertirse en hombres? Pues a través de esta plataforma y a la indignación popular la compañía decidió retiralo del mercado.

4. HOLLABACK! Precio: Gratuita Idiomas: Inglés, alemán, sami septentrional, español Desarrollador: RightRides for Women’s Safety holla

Hollaback! es una organización y movimiento internacional contra el acoso y esta App es el punto álgido de su trabajo.  La App te permite reportar y explicar cualquier episodio de acoso callejero, tomar una foto de tus acosadores y subirla a la App y, a través de su función de geolocalización, graba el punto exacto donde ha tenido lugar.

También puedes ver el mapa de tu área y comprobar dónde otras personas han sufrido acoso en ella. En algunas cuidades, la App incluso te permite hacer una denuncia a la policia.

 5. ENRÉDATE SIN MACHISMO Precio: Gratuita Idiomas: Español Desarrollador: enredatesinmachismo.com

App2 Esta App, promovida por el Cabildo de Tenerife a través del área de Educación, Juventud e Igualdad y el Instituto Insular de Atención Social y Sociosanitaria (IASS), ha sido destacada como una de las mejores a nivel nacional para la prevención de la violencia de género. Invita a los jóvenes a jugar desbloqueando tres niveles de dificultad y obtener las medallas de cada nivel a través de un lenguaje cercano y ejemplos de su vida cotidiana. Mientras juegan pueden conocer los estereotipos del amor romántico, evitar situaciones de una relación dominante, reflexionar sobre la violencia machista y revisar si su relación afectiva funciona bien. 7. MY DAYS Precio: Gratuita Idiomas: Inglés (pero da igual, su manejo es super intuitivo)

Desarrollador: Christian Mueller

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Ni todas las feministas tienen la menstruación ni todas las que la tienen son feministas, pero uno de los puntos importantes del feminismo es eliminar los estigmas y tabúes con respecto a los procesos fisiológicos femeninos y, en concreto, a la menstruación.

Hay miles de aplicaciones que te permiten grabar las fechas de tus reglas y te dan información sobre en qué momento de tu ciclo te encuentras, cuando empezarás a ovular y cuales son tus días más fértiles. Yo personalmente uso esta porque no es de color rosa ni está llena de mariposas y florecillas, pero puedes investigar a ver si encuentras alguna otra que se adapte más a tus gustos, como Period Tracker, Period Diary, My Calendar y miles otras.

8. FAIRSHARE Precio: Gratuita Idiomas: Inglés, francés, alemán, japones, chino y español

Desarrollador: Cape Horizon Pty. Ltd.

fair Ya sabes cómo va eso de vivir en una casa con varios compañeros de piso o miembros de la familia: hay muchas labores domésticas por hacer y misteriosamente pareces ser siempre tu la que acabas lavando la pila de platos de la fiesta de hace 1 semana, bajando la basura, comprando leche, poniendo la lavadora y limpiando las formas de vida desconocidas que se están generando en el cuarto de baño. Según la última Encuesta de Empleo del Tiempo elaborada por el Instituto Nacional de Estadística (INE), los hombres dedican cada vez más tiempo a la casa, pero aun así, no llegan y las mujeres dedican dos horas y cuerto más cada día a las tareas domésticas que los hombres. Debido a la manera en la que los niños y las niñas son socializados durante su desarollo, empezando por la variedad de juguetes ofrecidos a cada sexo, a menudo es espera que las mujeres hagan la mayor parte del trabajo doméstico y, muchas veces de manera inconsciente, acabamos responsabilizándonos de estas tareas aunque creamos en que se deben repartir equitativamente. Esto se ha terminado con FairShare. Esta App te permite organizar el trabajo y las responsabilidades domésticas, programas las tareas, hacer listas de la compra compartidas con todos los miembros de la casa y documentar las tareas que se vayan haciendo, incluso anotando cuanto tiempo ha llevado cada una.

Bônus (Sobre um possível rackeio na escola)

se me perguntassem hoje quem tem mais poder e menos noção do mesmo, eu diria: os professores! quem mais tem a oportunidade de estar diariamente com cerca de 200 jovens ou criançcas em uma sala tend total liberdade e priacidade pra dizer, exempifcar e sr um exempl?

http://sursiendo.com/blog/2015/03/hay-un-sabado-de-comun-denominadores-149/

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As Sementes Livres X Mentes transgênicas!

*texto germinando, se quiser colaborar pode mandar por comentários anônimos ou não.

A desobediência e a cultura livre são parte de um mesmo vocabulário. Desobedecer passa pela percepção do não enquadrar-se nas estruturas rígidas e de negar-se a ser parte sustentadora delas, mesmo sendo um parafuso desparafusado da engrenagem diária e cotidiana. A cultura livre pode ser entendida desde a compreensão da nossa atuação minuto a minuto. Ninguém faz cultura livre pela gente, só a gente mesmo pode.Não se pretende universalizar, gerar políticas internacionais e verticais de cultura livre, isso por si só é parte da gênesis da sociedade de controle, a que pretende, aquela que tem planos e que faz cálculos de ganhos de almas e lucros. Na sociedade capitalista de controle o mundo é um composto de pessoas, coisas e “recursos naturais”.Então o trabalho principal é “pegar” os recursos naturais e transformar em coisas para as pessoas.Assim, é estratégico controlar os recursos naturais para produzir coisas e vender para as pessoas. Somos parte da cadeia produtiva e pra consumir precisamos então trabalhar fazendo, vendendo, ou fabricando potenciais pessoas produtoras e consumidoras.

Controlar as sementes é fundamental para controlar a comida, que ao contrário do que pensam algumas pessoas, vem da terra e não do supermercado.

Se jogar um punhado de feijão no chão ele não nasce, sem terra e sem água não funciona.A cidade é reflexo das mentes monocultivadas.

Doritos 2Nós urbanóides temos o nosso dna concretado, encimentando e em muitos corações existe uma pracinha dessas de bairro onde se criam extensas áreas de concrero com pequenas ilhas de terra com a placa : Não pise na Grama! Pisar na grama pode ser mesmo perigoso, pode te conectar com outros níveis de consciência, sensações e PLUM!!: desejos. De tirar os sapatos, de tirar a roupa de cuspir o chips doritos transgênico na cara do primeiro burocrata que encontres.

Comer uma couve da horta é muito diferente de comer uma couve intoxicada.A couve da horta te diz coisas, te traz informações sanas

Alimento energia vital

TAZ

o que comemos nos desenha, nos faz, nos cria.

1_boca_chifre4. El patentar plantas y animales no es justificable éticamente

La producción de semillas de OGM está unida a derechos de patente. Pero visto éticamente, las plantas cultivadas son sin embargo una herencia cultural de toda la humanidad, a las cuales deberían tener libre acceso todos los hombres. No se puede tolerar que sindicatos industriales de semillas, como sucede por ejemplo en India, consigan una patente exclusiva de arroz Vahas; según eso, los agricultores tienen que pagar licencia por el cultivo de sus tipos de arroz Vds. que vienen utilizando desde hace siglos, aunque sus antepasados hayan creado estas plantas de cultivo a través de la siembra y cultivo de las mismas.

2011- CALENTÁRIO CHICAS DE LA 26 CONHECER A TODAS ESSAS PESSOAS

2013 – açao premonitoria BOGOTÁ – nao é o nudismo, são as plantas que incomodam

           acordo de livre comercio

          paro campesino

         açoes sementes livres ufes-brasil-quintal-mobile

2014 –

mais açoes sementes livres – escola da primavera

projeto de lei igual no brasil

calentário

2015 – fim dos dois anos de embrago do tratado

o uso do calentário

ISSO TEM QUE ESTAR NO CALENTÁRIO

Encontro Sementes Livres na UFES

Bomba de Sementes UFES

cartaz

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12 de outubro

12_de_outubro

oficina com as crianças bombas de sementes

Criada a Rede de Sementes Livres da América Latina

https://archive.org/embed/bomba-de-sementes

 

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Si la vida no quiere que crezcas
Yo te planto de nuevo y a ver
Si esta vez tengo un poco de suerte
Y brotás para poderme ver
Que no soy un pirado
Que me acuerdo de cómo reír
Y si estás a mi lado
Te juro no te voy a mentir
Ni te voy a vender (ni tevoy a vender)
Te voy a curar (te voy a curar)
Lo mío es pa’ vos (lo mío es pa’ vos)
Lo tuyo es pa’ dar (lo tuyo es pa’ dar)

Vino un duende que parecía loco
Y me dijo de cómo hay que hacer
Pa’ poder hacer esas cositas
Que yo y vos queremos aprender
Que en la vida hay un sueño
Y esta vez yo lo quiero sacar
Yo no quiero otra vuelta
Quiero esta para disfrutar
Lo que hay para mi (lo que hay para mi)
Lo que hay para vos (lo que hay para vos)
Llegamo’ hasta acá (llegamo’ hasta acá)
Vamo’ a hacerla hoy (vamo’ a hacerla hoy)

Voy a cambiar de receta por esta vez
Y voy a cambiar el humor
Que la noche se aleja pero no hay sol
Miro de reojo y las hojas ya puedo ver
Y las flores que vas a dar
Y me pongo contento voy a tener
Pa’ fumar.

Voy a cambiar de receta por esta vez
Y voy a cambiar el humor
Que la noche se aleja pero no hay sol
Miro de reojo y las hojas ya puedo ver
Y las flores que vas a dar
Y me pongo contento voy a tener
Pa’ fumar.

E com muito prazer avisamos que já está pronto um CalenTário novinho 2014/2015. São imagens exclusivas de uma ação nas ruas de Bogotá, Colombia dialogando com as idéias das <TAZ> Zonas Autônomas Temporárias e o tema das Sementes Livres na América Latina. É o calenTário Sementes Desobedientes. Um diálogo imagético e político entre Brasil e Colômbia. Uma mixxxtura saborosa e vital pro nosso ano. CalenTário de micropolíticas pra esquentar mentes e corações. O nosso ano se inicia no dia 21 de Setembro de 2014, ultimo dia do outono beirando a primavera e Dia Internacional de Luta contra os monocultivos. São ciclos de 3 dias, ou seja, você já não tem apenas 24 horas pra realizar, agora terá 72hs! Também é um calendário lunar pra sincronizar ritmos e temperaturas internas/externas.Ele foi feito no estilo guerrilha e tem um custo de impressão e do trabalho.No tamanho A2 é perfeito pra qualquer parede, colorido como a primavera e insurgente como as boas idéias. Apenas 25 realidades!!! Quem colabora leva o CalenTário e um postal 10×15 das fotos originais. 

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5. La fauna y los insectos beneficiosos están amenazados.

El cultivo de OGM puede tener consecuencias negativas para el medio ambiente. Según datos del instituto estatal de Nanking para ciencias del medio ambiente en China, en los campos de algodón Bollgard, con OGM, hay claramente menos insectos beneficiosos, mientras que la cantidad de otros parásitos ha aumentado. Científicos ingleses demostraron, en el mayor estudio hecho hasta ahora sobre las consecuencias del cultivo de OGM sobre el medio ambiente, que la fauna (entre otros, pájaros y mariposas) en dos de tres cultivos investigados (aceite de colza, remolacha azucarera y maíz), fue notablemente más dañada a través del cultivo con OGM, que a través de otros cultivos convencionales. Muchas otras investigaciones demuestran igualmente daños en el medio ambiente.
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6. Faltan investigaciones sobre las consecuencias a largo plazo del cultivo transgénico

Es alarmante que no existan resultados científicos que demuestren que el cultivo de OGM y los alimentos transgénicos sean inofensivos para el medio ambiente y la salud humana. Pero estos son necesarios. Por ejemplo, en la rotación de cultivos de frutales, tan sólo conducen a resultados seguros, investigaciones de por lo menos diez años de duración: esto sirve también para las consecuencias de los OGM al sistema ecológico y al hombre. Todavía no se sabe si la ingesta de plantas modificadas genéticamente supone un peligro directo para la salud. Hay indicios que muestran una influencia en el metabolismo. El consumo de soja transgénica en los ratones modifica células del hígado, y de igual modo se modifica la flora intestinal de las abejas con colza como mielada. Si se considera que la alimentación no solo sacia a través de las substancias, sino que también tiene influencia sobre el hombre en su bienestar y desarrollo espiritual, entonces hay que poner en duda las plantas genéticamente modificadas para la alimentación. De tal modo, como queda comprobado, una intervención con técnica genética modifica involuntariamente la forma de una planta, por ejemplo en la patata la configuración de sus hojas. ¿Puede tener esto una influencia sobre el hombre que la consume?

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7. Coexistencia- el fundamento de decisión de la UE es demasiado unilateral

La comisión europea reduce, en el caso de la técnica genética, una pregunta relevante a nivel ético, político-social, de salud y ecológico, a consideraciones puramente económicas. Los pros y los contras de una nueva tecnología y de elección de una situación económica no se pueden discutir aisladamente, porque las consecuencias han de ser soportadas por toda la sociedad. La disgregación de una decisión así en asociaciones gremiales, sin visión de conjunto, no se corresponde con ello y tampoco con los hechos complejos de la naturaleza. Los cálculos de riesgo en la forma actual, permanecen incompletos y tendenciosos.
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8. La agricultura ecológica está amenazada- la coexistencia no es posible

Las personas dedicadas a la agricultura biológico-dinámica están extremadamente preocupadas de que un modo de producción exitoso y acorde a la naturaleza, con más de 80 años, esté amenazado en su existencia por estar impuesta a una coexistencia con el cultivo de OGM. Hay que considerar, tal como dicen los informes, que a través de cruces vendrá la contaminación de las propias semillas, a través de las semillas de cultivo con OGM. Esto está unido a un efecto Multiplicador. Las distancias de seguridad propuestas no son suficientes. Ni las abejas mantienen rutas de vuelo determinadas por los hombres, ni se puede evitar que, a causa del viento, haya una diseminación de las plantas florecidas a través de muchos kilómetros. Una vez que se libera en la naturaleza una sustancia hereditaria transformada genéticamente, ya no se puede retomar ni controlar. Una reglamentación con castigo no puede tampoco cambiar nada.

 

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9. Especies de laboratorio- sin relación con la naturaleza y el medio ambiente

Los cultivadores biológico-dinámicos, en contraposición con la técnica genética, incluyen en su trabajo el intercambio con el medio ambiente de un organismo teniendo en cuenta las influencias rítmicas de la propia naturaleza. En contraposición, se debe preguntar si semillas de OGM, provenientes exclusivamente de laboratorio, pueden crear interacciones positivas con su medio ambiente, si el momento de su origen estaban desconectadas de sus condiciones naturales en el medio ambiente.

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10. La Agricultura ecológica es innovadora y productiva.

La biotecnología genética reclama para sí la imagen de innovación. Con ésta hace propaganda de poder transformar con certeza cualidades de los seres vivos, y ahorrar tiempo en el cultivo de nuevas especies. Suena moderno. Pero las biologías de la evolución saben que la transferencia genética horizontal entre especies, tal como es llevada a cabo artificialmente en la técnica genética, sólo tiene lugar de modo natural a nivel de bacterias. La vida más elevada ha erigido tipos de barreras y ha creado la reproducción sexual, que posibilita una mayor diferenciación de la vida. Es decir que la transferencia genética horizontal es un recurso que lleva hacia un grado evolutivo anterior. Que la “Agricultura biológica es innovación”, lo saben hoy en día los ministros de agricultura. La agricultura moderna se caracteriza a través de un excedente en la variedad y cultivo así como un excedente en la participación de la adopción conjunta de acuerdos. En ello reside el rendimiento de cultivo real de la agricultura. En contraposición a esto, la técnica genética resulta (a pesar de los refinamientos biotecnológicos) un empobrecimiento cultural. Esto se ve también en el mercado: En la rama ecológica trabajan en Alemania más de 150.000 personas, en la agricultura transgénica solo 2.000, el mercado biológico crece a nivel mundial de un 5 – 7 % al año.

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11. Pérdida de variedad de especies -Monotonía en la agricultura

La agricultura con OGM conduce en sistema inmanente hacia la uniformidad genética y con ello hacia una erosión genética – pérdida de variedad – con grandes extensiones monótonas de cultivo. La agricultura ecológica quiere conservar e impulsar la variedad genética de las especies y tipos, y con ello la riqueza de los paisajes de cultivo. El cultivo biológico-dinámico de plantas produce ya desde hace décadas especies adaptadas al lugar, apoya la conservación en la propia granja de especies y ofrece una alternativa llena de sentido a la uniformidad genética de las especies obtenidas de OGM.

 

 

1_todos12. La industria transgénica no es transparente para el ciudadano – La agricultura biológica sí.

La necesidad humana de seguridad exige comprender el entorno. La producción de alimentos biológicos, es una las ramas mejor controladas a nivel mundial. Todos los pasos en el proceso, todos los aditivos etc., están regulados en muchos casos a nivel mundial, es decir, codificados por la FAO y comprensibles por todo el mundo. Las granjas biológicas están abiertas al consumidor. Los laboratorios de la industria genética son en gran parte tabú para el público. Las operaciones en el interior de la célula están ocultas al ojo público. Se hace publicidad con los productos transgénicos que así surgen, a través de imágenes y afirmaciones que despiertan una impresión falsa. Esto no crea ninguna confianza, sobre todo cuando quedan oscuras para el consumidor las consecuencias de la agricultura transgénica.

 

1_sacos13. Démeter – una práctica de agricultura con éxito, como alternativa a la técnica transgénica

Frente a la técnica transgénica, está como alternativa la agricultura biológico-dinámica, un modelo ya probado en la práctica. Esta federación, que en su mayor parte es un conjunto orgánico, es también un ejemplo para la agricultura ecológica. Las empresas biológico-dinámicas hacen realidad una adaptación óptima de los recursos y el desarrollo del lugar, precisamente a través de un trabajo de cultivo individual. La técnica transgénica favorece la industrialización de los productos de la agricultura y es causa de la división tecnológica de las empresas. El éxito del modo de cultivo biológico-dinámico se muestra entre otras cosas, a la par de una alta calidad de los alimentos producidos (duración, sabor, maduración), en un aumento de la fertilidad del suelo y variedad de especies, tal como han podido demostrar los experimentos comparados de cultivo a través de muchos años. Este modelo se puede adquirir sencillamente a través del estudio y no está supeditado a la compra de medios técnicos o al pago de patentes, como sucede en la agricultura transgénica.

 

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por Fabíola Melca

ANEXO: carta a mis compás con quien hice la acción en Bogotá y que son cómplices por la vida y por las luchas:

mis queridxs, me encantaría poder mandarles mensajes a cada unx diciendo de la dicha que ha sido estar en la vida acompañada de uds mismo que con algunxs por pocos momentos.Ademas, mirar sus caritas, culos y tetas libres mi inspira tanto pa seguir por la vida! así que, les escribo para decir que ha salido algo de nuestro encuentro en bogotá en 2013, y fruto del 2011…han estado siempre en mis pensamientos.Sé que no es algo que pueda ser del consenso de todxs pero ha sido verdaderamente amor puesto, misión dada y casi cumplida.esta en los fractales del triángulo inspirados por andrea, en los dibujos de la espalda de laura, la tribalidad alienígena de azael, en la arcilla de aily, en los bichos de zombie y en la flexibilidad de harley, en la disposición de andres con los ojos de dios que todavía me acompañan donde voy, en la bananera de camilo, en la energía de mi semilla itzi, es con uds que he trabajado junto a Nadege (ganesh) que ha puesto toda la energía para diseñar el calenTário, que se ha dispuesto desde siempre ha construir una plataforma de afectos que es Sementes Desobedientes.Mis mil gracias a cada cual con su fuerza y mis excusas a cada cual por mis fallas. Aquí les dejo un poco del recorrido para pensar esta COSA nuestra que ha salido.les cuento que aquí estoy pasando el calentário a la gente interesada por 25 reales, la impresión en tamaño A2 me sale a 12 lucas, quiero enviar algo a Nadege que ha pasado días y noches haciendo cálculos, y algo a ustedes todxs pero no sé si en forma de plata pero de regalo.las ventas del calentário me ayudaran a llegar a colombia otra vez ese ano, a comer unas arepsa y a compras las verduras en los mercados que me encantan.quiero verlxs todxs en persona y hacer del abrazo el sello final de ese trabajo colectivo.en estes anos de 2013 y 2014 nunca he dejado de estar cerca con lo de las semillas, pues que nuestra acción fue realmente para mi premonición de lo que vendría, tratando de la criminalización del porte de semillas criollas por los camponeses un proyecto capitalista que también va siendo dibujado en brasil…con el avance de los transgênicos ese crimen en contra todxs lxs seres del planeta y talvez de las galáxias. los fractales nos cuentan de como todo esta conectado, las psiconestelaciones que sugiere Nadege, los ciclos diferenciados, los días más largos, las Zonas Autonomas Temporárias y la desobediencia civil, la insurgência! todo es parte del mismo!!!!!! No cuadramos nada! Mera triangulación parcerxs!

fabi.

Ser desobediente é ser mal educado?!

imagesÉ com alegria anti-segunda-feira produtiva que o domingo começa.Inaugurando o Domingo Desobediente!

E por que o domingo já nos conecta com a segunda? E por que a segunda é tão temida?! A resposta é simples, não? Segunda é dia de trabalho e escola, dia de despedir-se das horas de liberdade para estar, dos dias de dormir até que se acabe o sono e comer quando chega a fome, ver amigos, jogar na rua, ficar no colo da mãe, vó, receber vizinhas em casa e brincar no quintal, fazer festa e cozinhar junto, ir a shows, teatro, praia, viajar e sonhar.

A segunda destrói sonhos. E ainda assim, insistimos em mandar as crianças pra escola! Se às 6 da manhã uma criança nega levantar-se ou uma pessoa adulta se nega a ir ao trabalho elas podem ser consideradas desobedientes? Então ser desobediente é ser mal-educado?!

Sim, ser desobediente nos ajuda a ter uma má educação, contrária a essas que adestram e condicionam.Ser obediente é ser educado. Mas, ser desobediente não necessariamente significa ser mal-educado. Educar, transmitir, trocar e construir conhecimento é inerente a nosso movimento social e dentro disso nos chegam muitas perguntas na hora de pensar a educação das nossas crianças.

Sim, o domingo é um dia que nos leva a pensar: Como será o amanhã?!

Adoraria falar de educação para além da idéia de super estimulação que se acomoda nos ambientes atuais, onde as expectativas geradas sobre as crianças, desde o feto, são um fardo a carregar. Existe uma preocupação com os futuros gênios que esta família 2.0, comedora de orgânicos e que assiste babystein carrega no útero. Essa preocupação exacerbada pode ser apenas reflexo do nosso cotidiano competitivo, onde, sem pensar já criamos um vestibular do melhor bebê, da melhor criança, a mais esperta, inteligente, fantástica e com incríveis tiradas sobre a vida.

O domingo desobediente é um espaço pra aproveitar-nos dessa maravilhosa invenção moderna chamada hiperlink! E trazer uma série de possibilidades de olhar cibernético sobre temas que nos tocam.Os texto seguem abertos, em construção e edição eterna.Ou melhor, enquanto durar a internet! Esse domingo é pra pensar sobre a educação.

Sim, o domingo é um dia que nos leva a pensar: Como será o amanhã?

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Levar pra creche da prefeitura, se tiver vagas? contratar uma pessoa e trabalhar metade do mês pra pagar seu salário? colocar numa escola “alternativa” e trabalhar o mês inteiro pra pagar a educação “excepcional” ? Como vai ser a socialização da criança? como vai ser a universidade? que futuro terá?! Obviamente não estamos sós e é por isso que é tão interessante a Reevo – Rede Internacional de Educação Alternativa um projeto para aprender, compartilhar e agir coletivamente em uma comunidade global de educação alternativa. Com um mapeamento coletivo nos dá a oportunidade de conhecer experiências no Brasil e no mundo.

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Num momento em que a escola escraviza as famílias já escravizadas pelo trabalho, onde todos se organizam dentro da hora comercial para fazer suas vidas é importante ver o filme A EDUCAÇÃO PROIBIDA, um projeto documental que pensa o desenvolvimento de uma educação integral da humanidade incluindo aspectos intelectuais, emocionais, experimentais e físicos e dá a conhecer os projetos educacionais holísticos encontrados em desenvolvimento atualmente na América do Sul e Espanha.

Algumas das propostas e princípios pedagógicos que sustentam “A Educação Proibida” são o Método Montessori; pedagogia Waldorf (Rudolf Steiner); pedagogia Crítica; pedagogia Liberadora (Paulo Freire); método Pestalozzi; método Freinet; A Escola Livre; A Escola Ativa; pedagogia Sistêmica; educação Personalizada; pedagogia Logosófica.

A proposta do documentário Quando Sinto que Já sei é levantar uma discussão sobre o atual momento da educação no Brasil. Carteiras enfileiradas, aulas de 50 minutos, provas, sinal de fábrica para indicar o intervalo, grades curriculares, conhecimento dividido em diferentes caixas. As escolas, como são hoje, oferecem os recursos necessários para que uma criança se desenvolva ou a transformam em um robô, com habilidades técnicas, mas sem senso crítico?

O Filme ESCOLARIZANDO O MUNDO faz um chamado por um “diálogo profundo” entre as culturas, sugerindo que nós temos, ao menos, tanto a aprender quanto a ensinar, e que essas sociedades sustentáveis ancestrais podem ser portadoras do conhecimento que é vital para nossa própria sobrevivência no próximo milênio.

O filme examina o pressuposto escondido da superioridade cultural por trás dos projetos de ajuda educacionais, que, no discurso, procuram ajudar crianças a “escapar” para uma vida “melhor”.
Aponta a falha da educação institucional em cumprir a promessa de retirar as pessoas da pobreza — tanto nos Estados Unidos quanto no chamado mundo “em desenvolvimento”.

E questiona nossas definições de riqueza e pobreza — e de conhecimento e ignorância — quando desmascara o papel das escolas na destruição do conhecimento tradicional sustentável agroecológico, no rompimento das famílias e comunidades, e na desvalorização das tradições espirituais ancestrais.

Mas, como pensar isso desde a cidade? Nós da geração “nascidos no concreto”, em meu caso literalmente já que sou de uma cidade satélite planejada perto de Brasília, planejadíssima.Falar em ancestrais soa até estranho, é como se tivéssemos nascido no hospital de onde saímos no primeiro dia de vida neste mundo.A creche é caminho certo, se não queremos apenas mulheres limitadas aos cuidados com as crianças, depois a escola, como destino.

É uma questão, pensar, em como podemos ser subservientes quando o assunto é maternar.E como pode ser enlouquecedor assumir os cuidados em um contexto de isolamento urbano, maior responsabilidade em uma única pessoa, sobrecarga de tarefas, trabalho, estudos, casa, criança. O prazer nestes casos pode vir em migalhas de ajudas esporádicas por uma pessoa da família, ou um amigo.A terefa de educar e cuidar é de quem pariu. É?!

Quando educar se tornou uma tarefa chata, mal remunerada e estressante muitas pessoas pensam que a casa é a escola, que o bairro é a escola e a cidade é a escola o Samuel de 11 anos conta a história dele, o Edilberto e a Tatiana criaram o blog Desescolarizar, Ana Thomaz diz que aprendeu com a desescolarização um grupo de pessoas mantém o site Ensino Doméstico -Educação Domiciliar um espaço de todos que buscam novos paradigmas.E uma família viaja em bicicleta e diz: isso não é uma escola.

Ensinar em casa nos levanta temas rapidamente: Como essa criança vai se incluir? eu diria que nosso sistema já é excludente o suficiente assim como está, ao menos tentar pode ser interessante. Como ela vai se formar? e se quiser ser médica? Eu diria: Seja curandeira! E se quiser ser advogada? Eu diria seja justa! E se quiser ser rica? Eu diria…hum.Que dizer?

Nunca antes existiram tantos projetos de ação alternativa frente às mazelas desse sistema. Economia Solidária, Cultura Livre, Educação Alternativa, Permacultura, Bioconstrução, Redes de Ecovilas, Redes de Coletivos.Em anos de ativismo muitas ferramentas estão dadas,  mas, algo ronda e nos questionamos por que manter uma constância num trabalho coletivo e com princípios libertários pode ser tão difícil? Levando em consideração que estes mesmos projetos não precisam ter a pretensão do eterno, mas que sejam cíclicos, vivos e interessantes.

Essa é uma resposta que ainda não existe em algumas frases.

Assim como essa escola ideal não existe em um lugar.

A escola é o mundo, as pessoas são a escola.

Boa Semana!

por Fabíola Melca

quintalmobile@riseup.net

P.S. 1 Aqui dois pdfs pra quem quer ler clássicos como a Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire e Sociededade Sem Escolas, além de ler aqui uma conversa de um mestre e seu aluno sobre as idéias de Ivan Illich.

P.S. 2 E alguns outros links:

la-desobediencia-es-el-verdadero-fundamento-de-la-libertad-los-obedientes-son-los-esclavos-henry-david-thoreau